«Qual é o objectivo de correr? Nenhum, apenas quero continuar a correr. Não tenho outra finalidade além da de continuar a correr enquanto puder. Corro para viver. Não posso viver de outra maneira.»
Sábado, 21 DE Novembro 2009

Este blogue está a chegar ao fim. Vou me mudar para um novo AGUENTA-TE SEMPRE no blogspot.

Porquê? Porque andei a fazer uns testes e umas experiencias nesta plataforma de alojamento de blogues e tem funcionalidades que ajudam a facilitar a introdução de novas mensagens, principalmente com fotos e/ou vídeos, e de seguir de forma mais eficaz os outros blogues por onde costumo parar. Aliás, esta foi a primeira razão para eu criar um blogue no blogspot.com.
Se puderes (e quiseres) podes seguir-me…
Ricardo às 12:29
Domingo, 15 DE Novembro 2009

Com o Paiva e o Meixedo mais à frente o Pena e o Almeida mais atrás, reparei que a distância não se tinha alterado muito, quer dizer que todos estavam dentro dos planos feitos. Continuo a minha corrida, novamente em direcção à ponte D. Luís e depois até ao Freixo, em bom ritmo e cheio de forças. E foi assim até ao km 30…

Avisto a placa com o número 30. Aponto para ela e digo: És tu!! E foi a partir deste quilómetro, como tinha previsto, que o ritmo começou cair. O cansaço começou a fazer-se sentir, as pernas começaram a ficar mais pesadas, a falta de treinos longos começaram-se a notar.
E aqui começa o “aguenta-te sempre!”: quando o cansaço é muito, quando as dores aparecem, quando todo o corpo nos pede para parar, começa a verdadeira corrida. Aguenta-te! E vai-se buscar as energias que já se não tem. O espírito eleva-se e podemos tocar o céu. É o Nirvana. A dor é passageira. O sofrimento é a droga que me faz continuar. Não me mata: torna-me mais forte. Cerro os dentes e “pra frente é que é o caminho!”.
E continuo a correr, fazendo sempre mais que os 5m/km, sem força nas pernas, mas com uma enorme força de moral: afinal de contas já tinha enfrentado muitos mais quilómetros.
Em direcção ao retorno do edifício transparente vejo o Paiva que já vem em sentido contrario, olho para o relógio, “força Miguel.”, e penso que ainda vai fazer abaixo das 3h30m. Retorno, vejo o Pena e depois o Almeida. Avenida da Boavista acima, em ligeira subida, e apesar das pernas não corresponderem muito bem ainda faço um último forcing. Meta à vista. A Isabel tira-me umas fotos (Era para lhe dizer que o António já ai vinha, mas não deu, só deu para isto
tão bem que eu fiquei… sou mesmo fotogénico…)
Meta, tempo do meu relógio: 3h33m11s
Vejo o Meixedo, conseguiu baixar as 3h25m, brilhante; pergunto pelo Paiva, um pouco acima das 3h30m, fica para o ano, sem lesões.
Uma aguinha e fico perto da meta para cumprimentar os companheiros que se avizinham: o Pena, brilhante também. Depois o Almeida, procura a Vitória, mas a foto finish desta vez só tem a vitória do objectivo plenamente alcançado.
Os meus objectivo também foram alcançados, apesar de querer fazer um tempo melhor, sei que perante o treino que pude fazer foi um tempo muito bom. Baixar as 3h30m e quem sabe chegar às 3h20m fica para as próximas Maratonas.
Ricardo às 23:59
Sexta-feira, 13 DE Novembro 2009

Tomo o pequeno-almoço às 7h. Depois faço a última verificação do equipamento. Tudo pronto, chamo um táxi: Pavilhão Rosa Mota, Partida da Maratona.

Ainda meio deserta dirijo-me ao cafezinho. Sento-me numa paragem de autocarro e saboreio o café. Quente sem açúcar.

Vou vendo os atletas que passam, nervoso miudinho no ar, e eis que descubro os primeiros conhecidos. Deito o copo no lixo e vou cumprimentá-los. Havia tantas coisas para falar mas o tempo não era muito.

 

E lá partimos com cada um a impor o seu ritmo. Nos primeiros quilómetros ainda segui de perto o Almeida e o Pena, mas depois os ritmos desencontraram-se. Eu quis aproveitar a pequena descida para ganhar algum tempo que iria perder depois. Aquela gestão do esforço não ia ser aplicada, porque eu sabia que o meu problema ia estar depois das 2h30m/30Km. E lá fui no meu ritmo ficando o Almeida um pouco para trás e o Pena um pouco à frente (qual foi o meu espanto que na viragem do edifício transparente vejo que o Rui Pena vem atrás de mim... até fiquei confundido... mas já sei o que se passou...)

E corri por ali fora, desfrutando ao máximo da corrida. O tendão de Aquiles portavasse bem, eu estava bem, não havia vento. Era uma alegria.

Ia eu, ainda em direcção à Ponte D. Luís e já via os primeiros lá do outro lado do rio. Estes já tinham feito o retorno da Afurada, se eu ia a correr aqueles ali iam a quê?

Nos abastecimentos pegava numa garrafa de água e levava comigo para ir bebendo. Só a largava uns 3 km à frente. Porquê? Porque os abastecimentos de 5 em 5 km são óptimos para quem os corre em 15 minutos, para mim que os demoro mais a correr é muito tempo sem hidratar e quando chego ao próximo abastecimento já posso levar sede, a sede é um mau sinal quer dizer que já vou desidratado, além disso caio na tentação de beber “mais que a conta”. Também tomei uns géis: aos 10 km, aos 20 km, aos 25 km e aos 35 km. Comi uma barra de frutas aos 30 km.

A entrada da Ponte D. Luís é o melhor local para ver a prova, afinal de contas passamos ali três vezes. Também é o melhor local que se passa na prova, há mais apoio (tomara que fosse assim o percurso todo). Os espanhóis são, de longe, os melhores apoiantes: Puxam por nós, dizendo o nosso nome (dorsais personalizados) com palavras de incentivos. É outra cultura desportiva que ainda não temos por cá, apesar de terem o Real de Madrid e o Barcelona e de serem campeões Europeus, não vivem só de futebol. Na TV falou-se mais do Paulo Bento do que da Maratona do Porto onde houve atletas portugueses que conseguiram mínimos para os campeonatos da Europa do próximo ano... enfim...

Em direcção à Afurada, incentivo os atletas que já vêm do retorno: A Fernanda Ribeiro, o Luís Mota, o António Pinto e mais alguns que vão passando, incentivo os espectadores, achei que estavam mais cansados do que eu. Vejo canonistas e remadores, pescadores e outras pessoas que estão a ver o que se passa mas que não sabem muito bem o que é.

Meia-maratona abaixo das 1h44m

Ricardo às 22:48
Quarta-feira, 11 DE Novembro 2009

A coisa esteve para não acontecer. Com a certeza de não ir a ter mais força que a incerteza de ir, os treinos longos não aconteceram como deveriam ter acontecido. Fiz alguns com o máximo de duas horas, muito pouco longos... Mas independente disso estava contente por estar rumo à maratona do Porto.

Foi no Porto, em 2007, que me estreei na mítica distância.
Cheguei ao Porto na sexta-feira, depois de duas viagens de avião que me deixaram de rastos e com dores nas pernas devido às horas parado e sentado sem sair do lugar. Depois de ter feito o chec-in no hotel sai para dar uma caminhada para esticar as pernas. Pensei 45' a 50'. Como não conheço o Porto meti-me numa estrada (circunvalação) como intuito de fazer 20' a 25' para um lado e voltar. Acontece que na hora de voltar avistei ao longe um M e alterei os meus planos dessa noite. Fiquei no Norte Shoping e comi um BigMac... (aqui na terceira não há MacDonald's, nem sei como aguento...)
O sábado foi passado no Porto a passear (andar em vez de descansar). Na feira da maratona levantei o dorsal e comprei o “Correr por prazer”. Esperava ter visto gente conhecida, mas não tive essa sorte. Continuei o meu passeio até ficar noite. Depois fui para o hotel. Onde jantei mais umas massas, que aquela pasta party foi muito fraquinha...
Ricardo às 19:17
Domingo, 08 DE Novembro 2009

Foi como eu tinha planeado:

Ataquei a corrida para baixar as 3h30m. Na maior normalidade, o meu passo está tão "automático" que me era difícil ir mais lento ou mais rápido.
Ao km 30, precisamente ao Km 30, o ritmo baixou. As pernas não davam para mais. Falta de treinos.
O tempo: 3h33m11s no meu relógio. O meu melhor registo na distancia.
Amanha, ou depois, passo a deixar um relatório mais extenso. Mas agora tenho que ir... Descansar.
Ricardo às 14:43
Quinta-feira, 05 DE Novembro 2009

A ansiedade aperta. Últimos dias.

Falatam 3 dias para a Maratona da Cidade do Porto.
Amanhã partirei aqui desta Ilha para o Porto, com objectivo realista: Chegar ao fim.
A deficiente preparação que fiz, nomeadamente a ausência de treinos longos, vendo a previsão do tempo que vai fazer no Domingo no Porto, não deixam espaço pensar mais alto. À partida será muito bom se eu acabar a Maratona lá pelas 3h45m.
Mas, há sempre um mas, os meus pensamentos para o dia não tem a ver com os objectivos realistas, e são estes:
-Não tenho corrido muito estes dias devido à dor que senti, acho que a dor está ultrapassada, mas não sei as sensações que vou ter no domingo quando começar a correr.
-Se me estiver a sentir bem, vou atacar os primeiros quilómetros como se fosse para baixar as 3h30m.
-Se vir que a máquina não está boa, vou tentar ir num ritmo confortável para chegar ao fim.
-Devido a ausência de corridas mais longas, sei que lá pelo km 30, encontrarei o muro. Depois é “aguenta-te sempre!”
(Treinasses mais...)
Ricardo às 17:49
Ultra-Maratonas

Volta à Ilha Terceira (83Km)
24MAI09 | 9h40m08s

Maratonas

Maratona do Porto
21OUT07 | 3h43m14s

Maratona de Lisboa
07DEC08 | 3h35m58s

Maratona do Porto
08NOV09 | 3h33m11s

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O texto e bom e foi muito construtivo ler e o bom ...
Adorei😃😃
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